sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Book Tour

Tenho recebido muitos pedidos para fazer parceria. Mas, infelizmente, todo livro enviado para análise dos blogs literários saem por minha conta. Sendo assim, em conversa com outros autores, eles me sugeriram fazer um Book Tour do meu livro, "Peregrino". Segue abaixo as regras para os blogs que quiserem participar. Gostaria de contar com a participação de todos para divulgar esse projeto.

Grande Abraço



O Book Tour consiste simplesmente no envio de um exemplar que será repassado para os blogs cadastrados, seguindo uma ordem previamente estabelecida em sorteio, de forma que o livro faça um tour por todos os blogs/parceiros cadastrados para aquele Book Tour.

Serão 12 participantes. Os blogs terão 15 dias de prazo após o recebimento do livro para lê-lo e passá-lo para o blog seguinte. A resenha poderá ser feita depois com as VERDADEIRAS opiniões sobre o livro.O único custo para participar será o valor de uma postagem (Registo Módico), cujo valor é algo em torno de R$ 6,05) para o blog que deverá receber o livro após a leitura do primeiro escolhido. Ou seja, será enviado o exemplar de “Peregrino” para o blog X. Após a leitura, o blog X se compromete a ir aos Correios e postar o livro através do Registro Módico para o próximo blog na fila de espera.

Para participar também será necessário que os blogueiros deixem a disposição de todos os participantes seus contatos (email, telefone, etc…) e principalmente comprometimento por parte do blogueiro em cumprir com o prazo de leitura estipulado, de forma que os livros não demorem a chegar aos demais participantes do Book Tour.

Os participantes também deverão ser seguidores do meu perfil no twitter e deste blog, e, ter endereço de correspondência no Brasil.

Quando receberem o livro, o participante deverá enviar um e-mail para mim e para os outros participantes. Após lerem o livro e fazerem a resenha (prazo de 15 dias) o participante deverá enviar a mim e aos outros participantes e-mail com o código de rastreio da correspondência, para que todos possam acompanhar o Tour e dar mais transparência ao processo.

A partir do dia 10 de Outubro irei disponibilizar neste blog os formulários de cadastramento. Os interessados terão 10 dias para se inscreverem. Caso as 12 vagas não sejam preenchidas, poderá ser prorrogado o prazo de inscrição.

sábado, 24 de setembro de 2011

Thalita Rebouças e as pérolas de sua caixa postal

Thalita Rebouças é uma jornalista e escritora carioca que iniciou sua carreira 1999, mas que só ficou conhecida pelo grande público em 2003, quando passou a publicar seus livros pela editora Rocco. Desde então, não parou mais e já vendeu mais de um milhão de exemplares. Em 2009 ela deu o primeiro passo rumo à sua carreira internacional, lançando seus primeiros livros em Portugal. Thalita também fez várias participações em programas da TV Globo, sempre relacionadas ao público adolescente e atualmente onde faz o quadro EE de Bolsa, do Esporte Espetacular.


Confesso que nunca li seus livros, mas seus fãs têm demonstrado muita paixão pela escritora, que, ao meu ver, tem como marca registrada seu grande carisma.


A primeira vez que ouvi falar de Thalita Rebouças foi durante uma palestra de Raphael Draccon em Natal, que citou algumas estratégias de alguns escritores para conseguirem publicar seus livros. Cada um deles teve uma forma muito própria que acabou se tornando o seu diferencial. Uma forma que os fez se destacar e não serem mais um na multidão. No de Thalita, se não me falha a memória, houve laços de fitas e doces envolvidos. Um forma bem ao seu estilo “fofa de ser”.

Justamente por acreditar que para se destacar é preciso ter um diferencial que admiro a coragem de Shulai ao apresentar o seu “na mira dos livros” no site “sobrelivros”, na forma como André Vianco apostou todas as suas fichas para se publicar e conseguir expor sua obra em diversas livrarias de São Paulo para só então ser descoberto pela “Novo Século”. Além é claro, da idéía de em seu romance de estréia já divulgar o seu outro livro que nenhuma editora havia aceitado publicar. Na entrevista com Jô Soares, Thalita comenta o seu início de jornada para ser reconhecida pelo grande público.

É preciso ter um diferencial.

O caminho para desbravar a selva editorial é um longa jornada... mas algumas pessoas buscam atalhos. Deixo vocês com um artigo que a Thalita Rebouças escreveu em seu blog, intitulado: “Pérolas da minha caixa postal” (Link)

"Antes da Bienal, eram cerca de 100. Depois dela, passaram a chegar uns 160 emails por dia. Embora eu não consiga responder, a leitura dessas mensagens sempre me encheu de alegria. Dá força receber tanto carinho, emociona saber como os meus livros mexem com as pessoas. Mas às vezes os emails me surpreendem e/ou me fazem rir. Abaixo, alguns trechos dessas pérolas.


'Thalita, tenho que fazer um trabalho pra escola, valendo nota, do Fala Sério, Amor!. Você pode me ajudar? Você só precisa escrever um perfil curto de cada personagem (máx. 7 linhas) e depois um resumo da história (máx 20 linhas). Se eu copiar resumo da Internet a prof vai perceber, vou tirar zero e ainda vou levar esporro. Não demora, por favor! Tenho que entregar daqui a 2 dias. Valeu!!!!!!'

Que tal? E eu que achava que EU era cara de pau… Tsc, tsc, tsc.

'Thalita, atachado vai um livro que escrevi sobre física quântica e sua relação com astrologia. Parece complexo, mas não é. Foram anos de estudos. Leia, revise, escreva o prefácio e o encaminhe à sua editora com uma carta de recomendação. Você não vai se arrepender. Espero uma resposta rápida, ok? Não me decepcione. Pela atenção, obrigado.'

Detalhe: o livro tinha 1200 páginas.

'Querida Thalita, é com júbilo maior que lhe escrevo esta missiva eletrônica. Sou um escritor cujo sonho é publicar um livro e me lançar nessa carreira que lhe abraçou tão intensamente. Escrevi um livro, um dos melhores que já li, modéstia à parte, e gostaria, com a sua ajuda, de publicá-lo. Você não precisa nem ler a minha obra. Eu lhe garanto: ela é excelente. A única coisa que peço é que você assine o livro comigo. Com o seu nome ao lado do meu, garanto a minha entrada no mundo das letras. Os direitos autorais serão, evidentemente, divididos em percentuais que podemos negociar. Que tal? Proposta irrecusável, não?'

Recusei a proposta irrecusável e recebi de volta um email indignado, com mil desaforos raivosos e palavrões impublicáveis. Tadinha de mim.

'Thalita, tenho 12 anos e 7 meses e tô pronta pra beijar. Minha mãe não acha isso, mas eu acho. Por isso, vim te pedir ajuda. Me ensina a beijar? Onde boto a língua? O que faço com ela? Posso treinar na tela do computador?'

Mensagens desse tipo eu recebo aos montes (com algumas variações). E, não, não acredito que ninguém, em tempo algum, seja capaz de ensinar a beijar via email.

'Thalita, adoru seu geito expontanio. kero iscreve un livro, mais num sei pur onde comessa. Td mundu diz que nassi p issu. Mi ajuda?'

Esse eu não resisti e respondi: 'Comece lendo muito. Muito mesmo. Só assim você vai ganhar intimidade com a nossa língua para depois pensar em escrever um livro. Boa sorte!'

'Thalita, trabalho como DJ há muito tempo. Mando bem, boto geral pra dançar. Mas preciso virar um DJ-celebridade pra ganhar mais dinheiro. Você deve conhecer todos os DJs-celebridades. Me dá o email deles? Aí eles podem me passar as festas que eles não quiserem fazer. PS: Tenho 13 anos, nunca li nenhum livro seu, mas te adoro. Minha vizinha leu todos. Se você me ajudar prometo fazer sua próxima festa de graça.'

Hum… É… Assim… DJ-celebridade? Por que ele acha que eu conheço 'todos os DJs-celebridades'? Quem são os DJs-celebridades? Tive vontade de dizer: inscreva-se no próximo BBB. Mas ele tem só 13 anos.

Viram como é divertido? Vou pegar emprestado o bordão do meu vizinho de blog, Bruno Chateaubriand: 'é cada uma que parece duas'. Ou três."

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Conte sua história - Bienal do Livro de Pernambuco

Todo mundo tem uma história para contar...

 Essa é a chance de você ser "ouvido". o site da Bienal do Livro de Pernambuco está promovendo uma oportunidade para que sua história se torne conhecida. Para tanto, é preciso que:
  1. Você conte a sua história no site da Bienal, em forma de conto, crônica, poesia, resenha, artigo ou ensaio
  2. Sua história será publicada no site da Bienal para os demais visitantes lerem e comentarem.
  3. As histórias serão analisadas e podem ser publicadas no site da Bienal de Pernambuco.
  4. As histórias mais interessantes vão ser publicadas no Blog do Bienaldo e divulgadas nas Redes Sociais.
 Mais informações, acesse: http://www.bienalpernambuco.com

A VIII Bienal do Livro de Pernambuco acontecerá entre os dias 23 de setembro e 02 de outubro, no Centro de Convenções - Olinda, com o tema "Literatura e Cidadania".

Segundo o site Sobre Livros, essa é a terceira maior bienal do Brasil  e terá "como autores convidados Thalita Rebouças (Retratos de Malu, Era Uma Vez Minha Primeira Vez), e Laurentino Gomes ( 1808, 1822) e o grupo de autores nacionais Novas Letras que tem presença garantida nos dias 24 e 25 de setembro.

Pra quem gosta de literatura espanhola essa é uma chance imperdível, em parceria com o Instituto Cervantes de Recife o evento estará recheado de autores espanhóis".

Se você mora no Nordeste e/ou não pode participar da Bienal do Rio de Janeiro, não perca a chance de ir a essa. Esse evento vai dar o que falar.

domingo, 18 de setembro de 2011

Machado de Assis, Ronaldinho Gaucho e o país do futebol.

A noticia é antiga, mas por que não comentá-la? Dia 11 de abril a página do "globo esporte" divulgou a premiação recebida por Ronaldinho Gaucho: a medalha Machado de Assis, a maior honraria da Academia Brasileira de Letras. Na plaquinha que demarcava seu lugar para participar da homenagem pelos 110 anos de nascimento do escritor e torcedor rubro-negro José Lins do Rego, estava escrito:  'Doutor Ronaldinho'.

Tal premiação deu o que falar.

Segundo o site da Academia Brasileira de Letras, a instituição "contempla escritores de diferentes gêneros literários, concedendo prêmios que objetivam cumprir a missão de estimular as manifestações culturais nos seus mais variados aspectos".

Se pudermos classificar o futebol como uma expressão da cultura popular de nosso país, talvez, por mais que Ronaldinho Gaucho seja mais chegado a pandeiro que a um livro, poderemos entender o porquê de o jogador tenha recebido tal honraria.

Se bem que entender, nesse caso, não ajuda a aceitar...


sábado, 10 de setembro de 2011

Hoje quero brincar do jogo do contente

Hoje pela manhã li emocionado um texto que escrevi para minha avó. Ela faleceu na tarde de ontem, aos 86 anos. Seis meses depois da morte de meu avô, cuja perda, por mais que tentasse, não conseguiu superar. Cheia de vida e com uma energia enorme, sempre brindou-nos com seus conselhos e alegria. Suas histórias enriqueceram minha infância e povoaram minha imaginação. É um vazio que nos deixa, mas tentarei não deixar a tristeza chegar, pois como foi dito antes de seu enterro, não queremos lamentar sua morte e sim celebrar sua longa vida. Ela era assim, procurava encarar a vida com bom humor, mesmo nos momentos mais difíceis. Sua máxima era brincar do jogo do contente. Segue abaixo o texto que escrevi para ela:

"Hoje quero brincar do jogo do contente.
Não porque quero negar a ausência que sinto, mas porque quero aprender que não há necessidade de sofrer.
Eu nunca vi alguém rir dentro de uma UTI. Nem gargalhar antes de entrar em um Centro Cirúrgico. Mas o sorriso sempre foi a sua marca registrada.
Hoje quero brincar do jogo do contente.
Quero poder olhar para os meu netos e dizer minhas últimas palavras:
Vocês vieram me ver? E compraram o ingresso?
E havíamos comprado.
Sim, havíamos comprado. Na verdade ele nos foi dado no momento que podemos conviver, amar e aprender com você.
Pois durante todos esses anos você nos ensinou  como viver...
E agora, nos ensina como partir. Afinal, morrer é como viver... pode ser sereno.
Hoje quero brincar do jogo do contente.
Para você estava difícil conseguir brincar. A vida já pesava nos ombros da nossa pequena gigante. E a missão já estava cumprida: Filhos, netos e bisnetos... uma longa vida... e o grande amor da sua vida já havia se retirado desse grande  palco.
Faltava um pedaço... agora você está completa.
Hoje quero brincar do jogo do contente.
Quero imaginar que o descanso merecido chegou. Quero imaginar que aprendi a ver os momentos difíceis com outros olhos. Que os problemas existirão, que o obstáculos precisam ser vencidos. Mas, não precisa ser sofrido.
Quero ter certeza que aprendi tudo que tinha que aprender com você.
Hoje quero brincar do jogo do contente.
Hoje, você não precisa mais brincar... apenas observar e descansar.
Então, nossa pequena gigante; anjo-menina, feche os olhos, as luzes se apagam.
O merecido descanso chegou.
Durma bem
Amamos você.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Ryoki Inoue - autor recordista em livros publicados & Editora Multifoco no G1

Saiu no G1 uma reportagem com Ryoki Inoue, recordista em livros publicados. Ao todo são 1.100 títulos, dando-lhe, em 1993, o reconhecimento pelo Guinness, como o homem que mais escreveu e publicou livros em todo o planeta. Durante a reportagem, Inoue fala sobre o papel ativo do autor para que sua obra se torne conhecida. Segundo ele, espera editora é utópico. Abaixo a íntegra da reportagem (Link original AQUI):




 

Esperar editora é utópico, diz autor recordista em livros publicados

Autor de 1.100 livros, Ryoki Inoue decidiu publicar ele mesmo suas obras.
Para editor, livros independentes têm mercado grande e segmentado.

Daniel Buarque Do G1, em São Paulo
O escritor mais prolífico do mundo cansou de esperar pelas editoras. Autor de 1.100 títulos e reconhecido em 1993 pelo Guinness como o homem que mais escreveu e publicou livros em todo o planeta, Ryoki Inoue já viu seu nome em obras lançadas pelos maiores grupos editoriais do país, mas se sentiu desvalorizado, desistiu e resolveu publicar ele mesmo suas próximas obras, criando uma empresa para fazer isso de forma independente. “O autor é apenas um ninguém para as editoras”, disse o escritor, em entrevista ao G1.

(Série Como publicar o primeiro livro. A Bienal do Livro do Rio acontece até 11 de setembro e movimenta o mercado literário. O G1 publica nesta semana uma série de reportagens sobre o processo para publicar um livro no país.)


“Cansei de ficar esperando prestações de contas. E também cansei de esperar que essas grandes editoras fizessem alguma coisa do ponto de vista de divulgação e marketing”, disse. Em sua empresa, a Ryoki Inoue Produções, o escritor diz ter um controle maior do processo de publicação, da divulgação, da distribuição (com vendas especialmente pela internet) e do retorno financeiro pelos livros vendidos.

Médico, Inoue mudou de profissão e se tornou escritor nos anos 1980. Ele começou a publicar livros de bolso para leitura rápida, com títulos de westerns e pequenos romances históricos vendidos em bancas de revistas. A necessidade de ter uma renda fixa com este trabalho fez com que desenvolvesse técnica para escrever rápido e conseguir publicar muitas obras (até 12 livros por semana), o que o fez alcançar a marca de recordista mundial. Mais recentemente, ele se tornou autor de obras maiores, como “Saga” (Ed. Globo) e “Fruto do Ventre” (Record), mas não ficou satisfeito com a relação com as editoras.

É mais fácil uma boa relação com uma editora pequena do que com uma grande"
Ryoki Inoue, autor de 1.100 livros
“As editoras grandes, ditas convencionais, estão preocupadas em investir só em autores de retorno certo. Um principiante dificilmente encontra um lugar ao sol”, disse. Segundo ele, a dificuldade em conseguir falar com os editores é outro motivo que o faz escolher e incentivar a publicação independente. “É mais fácil uma boa relação com uma editora pequena do que com uma grande.”

Além de lançar os livros que ele escreve, a produtora de Inoue passou a investir em lançar livros de outros escritores novos, oferecendo serviços de consultoria, edição e impressão de trabalhos independentes. Segundo ele, publicar por grandes grupos editorias só é vantajoso “se o autor considera como real vantagem a vitrine de livrarias, sim. Mas não é o acontece, na realidade”, disse.
Ele alega ainda que os escritores devem assumir o papel de principais divulgadores e vendedores dos seus próprios livros de forma independente. “Um dentista, para poder trabalhar, tem de investir em seu consultório. Um escritor tem de investir em seu próprio trabalho. Esperar que apareça uma editora que invista em sua obra é bastante utópico.”

Independência total
Um processo semelhante foi seguido pelo professor, jornalista e escritor pernambucano Álvaro Filho. Autor de quatro livros, ele sempre fez todo o trabalho de redação, edição e publicação de forma independente, sem passar por editoras grandes ou pequenas. “Não tive paciência de procurar”, disse, em entrevista ao G1.
Financeiramente, [uma publicação independente] não faz muita diferença, pois quem publica por grandes editoras também não ganha muito dinheiro"
Álvaro Filho, jornalista e escritor'
 
Seu projeto mais recente, “Jornalismo para iniciantes”, foi lançado no ano passado. Trata-se de uma ficção que aborda os princípios do trabalho jornalístico. “O livro foi todo concebido por mim, desde o texto, a capa, o contrato com o fotógrafo, o designer para a capa, eu que organizei tudo”, contou. A obra foi impressa em uma gráfica do Recife que garante a inscrição de número de série do livro e do código de barra.
A tiragem inicial foi de mil exemplares, e o custo total foi de R$ 3 mil. Para ele, publicar o livro de forma independente dá mais trabalho, deixa sua casa bagunçada e cheia de caixas, mas “financeiramente, não faz muita diferença, pois quem publica por grandes editoras também não ganha muito dinheiro”, disse. Segundo Álvaro Filho, por mais que o dinheiro não seja o objetivo final da publicação, é um investimento que “sempre se paga”. Ele calcula ter vendido cerca de 500 exemplares por preços em torno de R$ 15, cada (um retorno total de R$ 7.500).

Mercados diferentes
Para Leonardo Simmer, o sócio fundador da editora Multifoco, a vantagem da publicação independente é que ela apela a um mercado diferente do das grandes editoras. Apesar de menor e mais segmentado, este mercado é grande e absorve bem novos escritores. “Edições independentes são interessantes para autores que vendam até 100 ou 200 livros, que as grandes não fazem”, disse, em entrevista ao G1.
A Multifoco é uma editora especializada em publicações de impressões limitadas, ajudando a lançar no mercado esses autores independentes. Enquanto as editoras tradicionais fazem tiragens de no mínimo 3 mil exemplares, mesmo que a vendagem fique em torno de 500, a Multifoco chega a editar livros que vendem apenas 30 exemplares. “Trabalhamos com grande liquidez. Com R$ 16 mil, fazemos 30 títulos diferentes de pequenas tiragens”, explicou. Assim, disse, eles diminuem o risco de perder dinheiro com o lançamento e ainda têm retorno mais rápido de que as editoras que apostam em um único título.
Segundo ele, os projetos chegam pelo e-mail da editora e os autores recebem um retorno em até duas semanas. “É uma avaliação superficial, mas conseguimos ver o que nos interessa. Se gostamos, bancamos a publicação”, disse. “Não custa nada para o autor e ainda fazemos um trabalho profissional de edição, diagramação e distribuição”, disse.

Segundo Simmer, a editora lança uma média de 40 títulos novos por mês, buscando segmentar as publicações em selos variados. “Fazemos uma seleção. Queremos publicar trabalhos feitos com seriedade e bem apresentados, mas não temos critérios tão rigorosos quanto as editoras grandes”, explicou. Segundo ele, a editora também aceita prestar serviços de diagramação e impressão para obras completamente independentes.

domingo, 4 de setembro de 2011

Bienal do Livro no Rio de Janeiro / 2011

Cheguei hoje do Rio de Janeiro. Fui apenas um dia à Bienal. Havia muita coisa a se ver... e não consegui ver tudo, mas, o que mais eu queria, consegui.

Encontrei pessoalmente com a escritora paulista Larissa Siriani e consegui o autógrafo do meu exemplar de "As Bruxas de Oxford". Larissa é tão simpatica pessoalmente quanto pela internet. Trocamos muitas informações e foi muito agradável. Em outro post colocarei as fotos que tirei na bienal. Não o faço agora, pois não sei por anda anda o cabo da máquina.

Queria ter podido encontrar Rapahel Draccon, mas, quando cheguei ao estande da Leya ele já havia saído. Por apenas vinte minutos não o encontrei. Mas, conversamos brevemente pelo twitter.

Tive também a satisfação de conhecer Ana Paula Bergamasco, autora de "Apátrida". Fazia muito tempo que eu queria comprar esse livro, e, pude, não só comprá-lo autografado, como conversar com a Ana Paula. Extremamente simpática e prestativa, trocamos muitas informações e ela também comprou um exemplar autografado de "Peregrino". Espero que ela goste.


Caminhando pelos corredores da Bienal, conheci Shulai: autor de "O vale dos Anjos", membro da "Revista Fantástica" e colunista do "na mira dos livros" no blog "sobre livros". Nesse dia, pude tirar algumas fotos de bastidores de Shulai e Diego ("Li Um Livro") entrevistando a escritora americana Alyson Noël. Não consegui escutar o que falavam, mas, pude perceber que riam bastante. Então, fica a dica: não percam o próximo "na mira dos livros".


Conversei com Diego e ele me confidenciou que já terminou de ler "Peregrino". Em breve deverá sair a resenha sobre o livro. Assim que ele postar no "Li Um Livro", compartilho por aqui as impressões dele.


Conheci também a equipe do "Sobre Livros". Conversei com o gêmeos Thiago e Rafael e com a Laila. Eles ficaram com um exemplar de "Peregrino" e o livro já está na fila para ser resenhado pela equipe.



Para terminar a tarde agradável, conheci pessoalmente a Nanda do "Viagem Literária". Ela é uma simpatia! Provei do doce de cachaça que ela trouxe e fiquei sabendo que a vozinha dela já começou a ler "Peregrino".


Foi um prazer imenso ir a bienal, rever um grande amigo que há muito tempo não via, conhecer pessoalmente todos os amigos que fiz nessa jornada literária, e, agora só resta esperar para ver as impressões que tiveram de peregrino. Em breve, mais resenhas virão.

Para acompanhar o que os blogs estão falando sobre a Bienal, acompanhem abaixo:


Viagem Literária;
Sobre Livros;
Li Um Livro